Quando a noite adormece... a censura,
grande amargura, descuida,
vulnerável, penetrável.
Momento de invasão.
Emerge o incontrolável,
em ressuscito de palavras
sentimentos, emoções.
O que na luz é vigiada,
ferida, machucada...
na noite, objeto de ação.
Palco de espetáculo
sem regras, sem pecados,
é o ser em exposição.
Alívio certo da alma,
manifesto improvisado do coração.


Quando a noite se cala...o silêncio,
grande dor, desperta,
viciado, carente.
Em rabiscos delirantes
coloca em cena,
palavras obscenas,
livres, soltas, desconexas.
A porta aberta
da libido do poeta
sentido, subtraído
em gemidos
de desejos reprimidos,
do amor sentido,
do sentimento incerto,
da essência da vida.
Momento de loucura e embriaguez.
Total lucidez.
É o silêncio que fala,
que traduz movimentos
ritmo e melodia.
dependente químico de sentimentos,
Precisa consumir-se em palavras,
abastecer-se de coragem,
ser descomunal.
Violar o imaginável,
purificar o enganável,
expor sua imagem.
Consumo de metáforas.
Overdose,
êxtase individual!

Quando a noite amanhece... o dia acontece,
consciente julgado, adulto,
correto, controlado.
Onde está o menino grande vilão da calada?
Este, se entrega na prece
pois já está condenado
a questionar seus pecados,
depender das suas descobertas,
do gôzo da existência,
do regaste da vida incerta,
da invasão de sua essência,
de ir além da porta aberta.
Vício de poeta!
 

 

 

Onde você quer ir?

  

Clique na imagem para voltar ao menu de "Amigos Poetas"

                                

Escreva pra mim                                                                       Assinar   e    Ler      

Obrigada pela visita, volte sempre!

Você é o visitante número