Solidão em cada rosto
que vira a esquina;
no sussurrado monólogo do idoso
no jogo solitário da menina...
Solidão, companheira por direito
companheira do peito.
Solidão da mulher na sua varanda
da criança na janela sem sua ciranda..
Solidão da cidade fria...
Que passa no barulho do carro
ferindo o silêncio da noite.
Que grita com o apito do guarda noturno.
Que chora com o uivo dos cães.
A solidão é um açoite,
que bate com o coração,
na escuridão da noite.

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