Sinto-me vestida com as cores que os teus olhos em mim viram...
Com as palavras que por mim escorreram e a alma à alegria me abriram.
Palavras de cores de adeus às dores, de esperança de reencontrados amores.
E pulsar de vida assim...forte...pensamento em ti permanente...
Toque à distância, arrepio na nudez pressentida...
Na seiva do teu querer-me rendida...
Ah...nenhuns outros amantes tanto o sentiram!

Hoje...mulher solitária continuo...mas não só, porque me olhaste e reconheceste.
E por algumas luas o teu abraço me ofereceste.
Não foi ilusão, não foi pecado, não foi traição, não foi em vão.
Dançámos à chuva, amámo-nos sobre a areia, e sorrimos na felicidade projectada.
Que importa se a chuva amainou, a areia para o mar resvalou...
E felicidade adiada foi afinal negada?

Sei que a lua se lembrará que por um tempo breve mas (e)terno...
Eu fui a tua querida, a razão da tua vida, companheira de caminhada...
a tua amada!

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