De cor plúmbea
Veste o firmamento
E um sombrio pensamento
Invade a minh’alma
Que chora na calma
Do dia que exaure...
Do céu distante
Cai gélido orvalho
Com o derradeiro suspiro
Da tarde morena
Que se apaga
Pequena...
A terra se cobre
Com o véu negro da noite
Que chega sem jeito
Inundando o meu peito
De tênue saudade
Quando o sol parte.
Numa entrega especial
Dá lugar à lua
Que em nuvens escuras
Se encontra escondida.
Surge, então, meio tonta
E pede licença
Pra reinar soberana
Na noite que desponta.

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