Houve momento em que precisei renunciar.
Renunciar a um caminho novo na vida,
Que poderia ter me levado a uma felicidade diferente,
Talvez a felicidade que eu tenha sempre querido.
Com certeza a felicidade com que não soube lidar.

E para renunciar precisei morrer.
Mas penso que não morri o bastante.
Tivesse morrido o quanto bastasse,
Não sentiria ainda vivo este amor,
Que insiste em permanecer,
Envolto em lembranças,
Saudade que não passa,
Esperando, esperando não sei o quê.

Estranho esse amor
Que se recusa a morrer junto comigo.
Mais forte do que eu mesmo?
Ou será que nele pude ser eu mesmo?
E quem sabe disso tive medo,
Medo de mim mesmo?

Estranho esse amor?
Talvez por ser verdadeiro.
Isto sim pode ter sido estranho na minha vida.

Só me resta continuar a morrer.
E ver se este amor morre junto.
Mas duvido...


 

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