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Voar no infinito é deixar que o
espírito saia do corpo...
vagueando num espaço que não é o
nosso...
é saltar kilimanjaros,
é ultrapassar a galáxia...
mergulhar nas profundezas
oceânicas...
nos perdermos no tempo e no
espaço...
é estar na multidão sozinhos...
é sentar e ficando olhando o
infinito do horizonte...
é a sensação que nem sabemos se
estamos de deitados,
de pé ou sentados...
é algo bom...
de tranqüilidade, de ausência de
para onde vamos...
de esvaziamento da matéria...
de que somos feitos...
é não sentir a morte
que
provocamos
ou que se realiza momento a
momento,
ou que somos o alvo do atirador,
da mina, da armadilha, da
emboscada...
é não sentir a mente preocupada
com mesquinhos
e temporais preocupações do
minuto seguinte ou passado...
voar no infinito é sentir
que o espaço vital não tem
qualquer importância,
no esvaziamento do bem estar... |