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É madrugada a insônia me
lava,
De uma solidão que no
peito se instala.
Coração aluído, se fecha,
se cala...
Uma ilusão o pensamento
ressalva.
Uma miragem aos meus olhos
cerrados, nasceu
Era seu semblante límpido
e reluzente,
Seguido de uma luz
grandiosa, forte,
eminente...
Que subitamente
dissipou-se no céu.
Até aquele vulto dali
desaparecer,
Era tão real que uma
silhueta refletia.
Coisa inexplicável de uma
mente vazia.
Por mais que quisesse
verdade, não seria
Pois, você nem olha para
mim, quanto mais aparecer
No meu quarto em uma noite
fria.
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