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Quis secar o pranto
do meu desencanto
e
sorrir pra mim.
Quis lavar a mágoa
onde ela deságua
e
viver enfim
Quis parar a dor
e
o desamor
que ainda restou.
Quis mudar a história
limpar da memória
o
que lá ficou.
Afastei a taça
da minha desgraça
que sorvi sem medo.
Mas o meu tormento
bebe um só lamento
que guardo em segredo.
Volto para o alto o meu olhar
que chora,
brinco com as nuvens que
depressa passam.
Nelas vejo as sombras que o
passado aflora
das desilusões que agora se
entrelaçam.
A
calada dor que molda este
momento
qualquer sentimento de alegria
afasta.
No pesado fardo deste meu
tormento
encontro o azul do céu que por
hora basta.
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