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Tarde
de
inverno!
Tarde de
sol!
Tarde de
sonhos e
reflexão.
Paisagem,
ora
monótona,
vestida
de azul
e
branco,
ora de
matizes
deslumbrantes
...
Monotonia
cromática
do dia,
que
morre
sufocado
com as
lágrimas
dos
últimos
raios
solares.
No
pequeno
vilarejo
o sino
da
capelinha,
contaminado,
com a
melancolia
da
tarde,
soa numa
tangente
queixa
de
imensa
tristeza.
Silêncio
nas
distâncias,
tristezas
nas
coisas.
Recolhimento
das
aves, do
homem...
e outros
animais.
Murmúrios,
entre as
lânguidas
e
murchas
flores!!!
Os
caminhos,
vestidos
de
branco,
em
contra-ponto,
com o
azul do
infinito
do Céu,
parecem
alargar-se.
O
horizonte,
inunda-se
de
maravilhosas
cores
indefiníveis.
As
distâncias
perdem-se
nas
sombras
dos
mistérios
.
Há como,
um quê
de
hálito,
de
romântica
ventura,
que com
a brisa
vespertina,
se perde
nos
meandros
misteriosos,
da noite
que
chega.
Deus
parece
pensar!!!
A
natureza
dorme.
As luzes
das
estrelas,
timidamente,
iluminam
as
montanhas.
Meu
pensamento,
recostado
nas
folhas
caídas
da
recordação,
fica
extasiado,
com
sonhos
que não
consigo
decifrar.
Há, todo
um mundo
de
poesia e
mistério;
indecifráveis
enigmas!!!
Tarde de
inverno,
o
contraditório
das
cores,
no
reflexo
que se
perde,
com a
luz que
definha...
E, entre
o
cromático
moribundo
da
tarde, e
a
solidão
negra da
noite,
concluo
o óbvio:
Somos ,
infinitamente
pequenos
ante a
majestosa
obra do
Criador
!!!
ENTARDECER.
SILÊNCIO.
SOLEDADE. |