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O
bom violeiro
— dizem —,
nas cordas da viola,
aranhas dançarinas desenha.
Eu que ouço e as fito,
são aranhas coloridas
instando em seus afãs
a pombas mensageiras.
Um arpejo
meus ouvidos concentra,
a nota precisa
é numa atadura das alegrias.
O canto é um sinal
que afirma ou não as crenças.
É memória eximida de preguiça,
é saudade, esforço e esperança.
É um incessante despertar
salvando a raiz mais intima.
Uma declaração soante e efetiva
pra dizer: sacode-se e age!
Um revolutear é
de serpentinas coloridas
lançadas ás nuvens
em verbenas de rum e hortelã.
São os golpezinhos
na porta dos corações.
A forma festiva de gritar:
Eu sou livre!
Terapia é
de emoções doentes,
farol onde apontam os rumos,
norte de navegantes
em terra ou em mar.
Canta um galo
com quem se anuncia a manhã,
os canários fazem sua festa maior;
embora, não cante o boi,
porque nas jornadas,
seu olhar é de mártir.
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