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No lusco-fusco das paixões
carnavalescas
Rompi as arestas de um
pudor frio e machista
Que concede à mulher,
desde a mais terna idade,
Da gazela a pluma, nas
vaidades chauvinistas...
Extenuada em quatro noites
de folia
Rasguei meu coração,
insossa fantasia:
Vesti meu tererê, rodei
minha baiana
Fantasiei de cinderela a
meretriz....
Descolorindo ébria o fogo
da paixão
Desafiei, inébria a minha
triste sorte,
Me fiz errante, amante
vil, fiel consorte
De um prazer escravo que
se apaga em cinzas...
E venham outros carnavais,
se curem as marcas
Deste amor louco, e de tão
louco, bestial
Me fez mulher, sem antes
brincar de menina! |