Para mim um ponto não basta.
Não sou final, um ponto e vírgula talvez;
Todo o meu corpo fala
Sou palavra, cada pedaço, toda vez.

O trema no tremor das mãos cinqüêntonas
Circunflexo na circunferência dos olhos
Tenho um til viúvo no coração
Que assedia a cedilha em seus sonhos

Sou exclamação da cabeça aos pés!
A interrogação, em mim, adereço se faz.
Onde a cabeça sempre a quer,
E na alma, seria tenaz?

Redimo as reticências nos contos...soltos...
Craseando a duras penas essas mãos compulsivas
Dois pontos, na outra linha, parágrafo,
Abre aspas, travessão:

“- Quero aqui fazer um parênteses (vírgula), aguda é a dor que sinto em não fazer aquilo que me é suscito” (fecha aspas).
 

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