Há
um
momento
em
que
há
Paz.
É
quando
a
voz
quente
da
mulher
entoa
uma
canção
de
ninar
junto ao
leito
do
filho.
Cessam
lá
fora
todos
os
canhões
de
guerra,
só
a
canção
ressoa;cessam
os
gritos,
as
angústias,
os
medos,
só
a
voz
sublime
da
mãe
embala
a
canção, e
o
filho
dorme.
Há
um
momento
em
que
há
Fé.
É
quando
a
voz
terna
da
mulher
murmura
uma
prece.
Uma
prece
pela
paz
do
menino,
pela
paz
de
todas
as
crianças,
pela
paz
dos
homens,
da
cidade,
de
toda
a
humanidade:
"Rogai
por
nós,
pecadores".
-
Rogai
por
nós,
mulher,
mãe,
Maria,
porque
vossa
força
tem
sustentado
o
mundo,
porque
vosso
sofrimento
vos
torna
capaz
de
entender
nossa
dor
e
desejar
nossa
paz.
Há
um
momento
em
que
há
Esperança.
É
quando
a
mulher
embala
ainda
dentro
de
si
esse
ciclo
de
uma
nova
vida.
Salve,
mulher, mãe,
Maria
de
todas
as
terras,
Cheia
de
graça.
Graça
que
ainda
tem
enchido
esse
mundo
com
a
sua
beleza.
Vossa
companhia,
mulher,
em
todos
os
lugares
em
que
estamos,
é
que
ainda
nos
tem
inspirado
a
amar;
é
que
ainda
nos
tem
feito
conservar
um
pouco
de
ternura
e
sensibilidade,
porque
"o
Senhor
é
convosco".
Há
um
momento
em
que
Se
Ama.
É
quando
vem
à
luz
o
vosso
filho,
mulher,
e
por
entre
as dores
e
sorrisos
agradeceis
pela
nova
vida
que
gerastes.
Que
geraste
durante
meses
dentro
do
vosso
ventre,
embalando-o em
rotineiro
fazer
e
desfazer
e, agora,
nutrida
de
amor,
ireis
prepará-lo
para
a
vida,
para
os
encantos
da
infância,
da
adolescência
e
da
maturidade.
-
Bendito
é
o
fruto
do
vosso
ventre,
mulher,
mãe,
Maria,
principalmente quando
o
vosso
Filho
nos
traz
a
grande
esperança
da
paz.