Espero a lua retornar a cada vez...
Defino tudo...
Por último faço versos,
as mil formas que me destroem no tempo,
nas ínfimas camadas do nada!
Meu amor se perde na ausência, vaga em dúvidas...
Eu, aresta viva de um corpo cortado,
aperto minha garganta de chumbo.
Enrijeço minha face desfeita pela mágoa,
maquino meus olhos fixos,
duros de nada,
corro meus dedos em vãs procuras,
descubro em tempo - já não sou nada!
Eu, luz opaca de quem não se faz amar,
deslizo minhas garras em tentáculos de vidro...
os cristais luminosos de lousa do meu amor,
sempre foram perdidos!...
Eu, inconsútil e inconformada,
de cara de vidro
e olhos embaçados - vou - e fico - ...
Já é noite, e não me é permitido sonhar... 
Amarrei haste de ferro em minha liberdade de cimento
e deixarei que o sal (das lágrimas) a corroa...
Existiu partida porque existiu chegada!
E como dói!

 

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