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Escrevo em tela branca
com letras brancas de medo...
encalho por entre linhas,
encaro o canto do choro,
procuro por mãos andarilhas
em anjos brancos sem mãos,
vagueio por entre vagas
da insípida insatisfação
onde não sou - a busca!
Ai, Deus! Dai-me força,
dai-me vida,
dai-me a paz duradoura!
Não quero engolir o homem,
não quero digerir anseios
- entre a garra e a glória
não escolhi as duas!
Quero a chance da janela perdida:
"dê-me um sol e eu o vejo,
mostre-me seus reflexos e eu o amo".
Porque você é o que surgiu,
está eu não sei pra onde,
mas você é tudo isso:
o que não quero,
só o que quero!
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