

A todas as mulheres,
Plenas, amantes...
As óbvias em ternuras,
Que encarando o medo
Dão vidas em vida,
E assim, paridas
Tornam-se mártires!...
A todas as mulheres-mente,
Também as que mentem,
Dementes, coitadas,
Freqüentam fantasias,
Quando desnudas,
Vestem coragem
Tornam-se guerreiras!...
A todas as mulheres letradas ou não,
Que suspiram a síntese,
Anoitecem a teima,
Versejam mares e rimam as luas
Vencendo verdades,
Acordam desejos na prata do pranto
Tornam-se musas!...
A todas aquelas de atos e/ou acasos
Eternas andantes, ambíguas, perdidas,
Ainda as vadias, contínuas, vulgares...
Quem sabe iludidas, ou mesmo marcadas,
A todas vocês,
Anjos, mães, amantes, amadas
A todas nós,
simplesmente MULHERES,
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