Ele simplesmente veio
Seu corpo manso
De caminhos errantes...
Eros, errante, errado
Ninguém acreditava
Só viam o visível...
Era assim:
Os sentimentos afundados
sem jamais transparecer...

Mas havia os olhos...
Duros...
De gênio e lascívia...
Ternos e resignados...
Quentes!...
De um chorar sem razão inexplicável,
Mistura você com cara de amor

Mas havia a boca...
De palavras contidas de realidade
Como uma brisa suave
Ou chuva fina, calma e constante
Pensamentos concretizados
E distribuídos num só ato,
Dizendo amor em qualquer língua.


Mas havia o sorriso...
farto, sincero...
Sombra de si mesmo, sem fantasmas.
Beijo o seu riso,
Promessa de vida renovada...
Enfrentando tempestades,
Ampliando horizontes...
Abrindo as fronteiras do coração


E ainda havia as mãos...
Penetrando labirintos,
Anulando séculos, extinguindo eras...
O espírito de seu espírito me caminha
Buscando brisas em dias quentes
Amor-sonho que desperta doce
Gritando cismas e suplicando respostas...


Mas havia o corpo...
Carne em chamas,
Sensuando entre os lençóis,
Fazendo o universo arquear-se como serpente.
Minhas veias estouram em sua pele,
Seu hálito é meu sopro,
Seu som, minha voz,
Misturando o perfeito e o absoluto...
Ontem, hoje e sempre!
 

 

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