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HISTÓRIA de P O R T U G AL
(Resumo)
1ª
Dinastia, chamada Afonsina ou Borgonha
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(1185-1248) |
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D. Sancho l – (o Povoador)
reinou de 1185 a 1211
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Trabalho e pesquisa de
Carlos Leite Ribeiro
Dezembro/2006 |
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Embora D. Sancho l se
preocupasse mais com o povoamento e pacificação do
País, ainda assim tomou aos árabes os castelo de
Alvor e Albufeira, a cidade de Silves e outras
terras em 1189.
Mas com o exército
enfraquecido e cansado por um longo período de
guerras, D. Sancho l perdeu não só as terras que
havia conquistado mas também as que lhe tinham
ficado de seu pai, situadas para o sul do rio
Tejo, com excepção de Évora.
Perante tal cenário,
mandou vir D. Sancho l colonos de França e da
Alemanha, que os fez distribuírem por bastantes
terras e a quem entregou o cultivo dos campos. Com
esses colonos e com muitos cruzados que, passando
pelos nossos portos, por cá iam ficando, conseguiu
aumentar e fomentar a população e a riqueza do
Reino.
No seu tempo, foram
concedidos forais a muitas terras e construídos
alguns castelos e fortalezas, tais como: Covilhã,
Belmonte, Azambuja, Guarda, etc.
D. Sancho morreu em
Coimbra e seus restos mortais encontram-se no
mosteiro de Santa Cruz, junto a seu pais e sua
mãe.
Os Lusíadas - Canto lll
(...)
85
"Sancho, forte mancebo, que ficara
Imitando seu pai na valentia,
E que em sua vida já se experimentara,
Quando o Bétis de sangue se tingia,
E o bárbaro poder desbaratara
Do Ismaelita Rei de Andaluzia;
E mais quando os que Beja em vão cercaram,
Os golpes de seu braço em si provaram;
86 - Cerco de Silves por D. Sancho
"Depois que foi por Rei alevantado,
Havendo poucos anos que reinava,
A cidade de Silves tem cercado,
Cujos campos o bárbaro lavrava.
Foi das valentes gentes ajudado
Da Germânica armada que passava,
De armas fortes e gente apercebida,
A recobrar Judeia já perdida.
87 - Auxílio Prestado a D. Sancho pelos
Cruzados, na Tomada de Silves
"Passavam a ajudar na santa empresa
O roxo Federico, que moveu
O poderoso exército em defesa
Da cidade onde Cristo padeceu,
Quando Guido, coa gente em sede acesa,
Ao grande Saladino se rendeu,
No lugar onde aos Mouros sobejavam
As águas que os de Guido desejavam.
88
"Mas a formosa armada, que viera
Por contraste de vento àquela parte,
Sancho quis ajudar na guerra fera,
Já que em serviço vai do santo Marte.
Assim como a seu pai acontecera
Quando tomou Lisboa, da mesma arte
Do Germano ajudado Silves toma,
E o bravo morador destroe e doma.
89 - Conquista de Tui
"E se tantos troféus do Mahometa
Alevantando vai, também do forte
Lionês não consente estar quieta
A terra, usada aos casos de Mavorte,
Até que na cerviz seu jugo meta
Da soberba Tui, que a mesma sorte
Viu ter a muitas vilas suas vizinhas,
Que, por armas, tu, Sancho, humildes tinhas.
D. Sancho I – O Povoador
http://observador.weblog.com.pt/arquivo/068705.html
D. Sancho I nasceu em 11 de Novembro de 1154 pelo
que, quando ascendeu ao trono, em 1185, com 29
anos de idade, já tinha uma razoável experiência
de governo.
Por volta de 1189, aproveitando a passagem dos
cruzados por Portugal, lança-se em direcção ao Sul
e conquista a cidade de Silves, passando a
intitular-se rei de Portugal e dos Algarves.
Durante o reinado de D. Sancho I ocorreram uma
série de catástrofes naturais, surtos de fome e
peste que provocaram muitas mortes e tumultos
sociais. Estes acontecimentos, acrescidos da
vontade do monarca em incentivar as populações a
deslocarem-se para as cidades recém conquistadas
justificam que o seu cognome seja ‘O Povoador’.
São de realçar a atribuição dos forais de Gouveia
e da Covilhã (1186), de Viseu e Bragança no ano
seguinte.
D. Sancho, sempre com o intuito de chamar colonos
para as regiões mais desabitadas, fez importantes
doações de terras às Ordens Militares que eram,
lembremo-nos os Hospitalários, Calatrava,
Templários e Santiago de Espada. Estas Ordens
Militares tiveram um papel decisivo na defesa das
incursões mouras.
Mantendo a tradição do pai, este rei entrou, entre
1202 e 1207, em litígio com os bispos de Coimbra e
do Porto, devido à indefinição dos poderes
temporais da Igreja. Em virtude da sua tomada de
posição, D. Sancho foi excomungado pelo Papa
Inocêncio III. Esta luta com Igreja vem, como se
vê, desde os primórdios da nacionalidade e só vai
terminar com a Concordata de 1940.
Com a sua morte em 1211, sucedeu-lhe o filho mais
velho D. Afonso. De realçar que esta sucessão foi
mais determinada pela vontade do rei do que pelo
facto de D. Afonso ser o mais velho. Na época
ainda não estava estabelecido ser o mais velho o
herdeiro. Só com algum custo, D. Pedro e D.
Fernando, os outros dois filhos de D. Sancho, se
convenceram que não herdariam o trono.
Publicado por André Abrantes Amaral em Fevereiro
20, 2004 04:59 PM | TrackBack
D. SANCHO I - O POVOADOR
- (reinou de 1185 a 1211)
http://www.cunhasimoes.net/cp/Textos/Historia/LivHistoria03.htm
D. Sancho I foi chamado de "Povoador" em virtude
de ter colocado habitantes em lugares onde não
havia ninguém para os trabalhar e defender, e os
árabes (mouros, muçulmanos, sarracenos) podiam
ocupar.
Convidou muitos colonos estrangeiros para aqui se
fixarem. Utilizou, tal como seu pai, os serviços
da gente ligada à Igreja, para convencer as
pessoas a viver em Portugal. Guilherme, Deão de
Silves ( O Deão é um dignitário eclesiástico que
preside ao cabido. O cabido é o conjunto de
cónegos de uma catedral) foi por essa Europa fora
arregimentar gente da França e da Flandres (zona
da Bélgica e da Holanda) para povoar o país.
Embora pequeno, Portugal não tinha gente
suficiente, nem para o defender, nem para o
desenvolver. Aqui se misturaram povos de todas as
raças, de todos os credos e de todos os sangues.
Ele soube concretizar o pensamento do pai e dos
avós ao consolidar um país onde os povos se
sentissem livres e seguros. Entregou parte das
terras a colonos franceses e flamengos e às Ordens
Militares (as Ordens Religiosas Militares:
Templários, Santiago, Hospitalários, Calatrava,
nunca combatiam contra os reis cristãos) que se
tinham formado por causa das Cruzadas. Alguns dos
monges guerreiros acabaram por se fixar no
território devido às benesses concedidas pelo rei.
Em 1195 dá ao Castelo de Leiria, e ao seu termo, a
categoria de município (a cidade tinha leis
próprias).
No início do reinado, D. Sancho, tenta fixar as
fronteiras até ao Algarve: conquista Alvor,
Silves, Albufeira, mas os árabes contra atacaram,
fazendo-lhe perder estas terras e ainda Alcácer,
Palmela e Almada. A partir deste momento o rei
compreendeu que valia mais um pássaro na mão do
que dois a voar. Dedicou todo o cuidado a tornar
estável o pequeno território e a deixá-lo crescer
naturalmente.
D. Sancho I, apesar de utilizar os serviços da
Igreja, teve contudo alguns conflitos com os
bispos do Porto, de Coimbra e ainda com a Santa Sé
devido ao pagamento do censo.
Em 1210, D. Sancho, isenta o clero do serviço
militar, salvo em caso de invasão árabe.
D. Sancho I lutou com dificuldades de toda a
espécie, desde a peste, tremores de terra, fome e
guerras; mesmo assim deixou consolidado e rico o
pedaço de terra que pouco ia além de Lisboa.
Foi no reinado de D. Sancho I que nasceu o
taumaturgo Santo António de Lisboa (1195-1231).
A poesia dá os seus primeiros passos. D. Sancho I
é um dos nossos primeiros trovadores.
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Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande - Portugal
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Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande - Portugal
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