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HISTÓRIA de P O R T U G AL
(Resumo)
1ª
Dinastia, chamada Afonsina ou Borgonha
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(1185-1248) |

Rei de Portugal |
D. Afonso ll – “o Gordo”
reinou de 1211 a 1223
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Trabalho e pesquisa de
Carlos Leite Ribeiro
Dezembro/2006 |
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Logo que subiu ao trono,
convocou em 1211, as Cortes de Coimbra, as mais
antigas de que há memória, onde se tomaram
providências tendentes à protecção da Coroa e das
classes populares, e a regularizar as relações com
o clero.
Com o fim de auxiliar o
sogro, Afonso Vlll de Castela, que andava em
guerra com os mouros, mandou D. Afonso ll àquele
país um corpo de tropas para combater os árabes.
Estes, sofreram uma grande derrota na batalha de
Navas de Tolosa, em 1212.
Em 1217, auxiliado pelos
cruzados, D. Afonso ll reconquistou aos mouros a
praça de Alcácer do Sal.
Este monarca teve
importantes desavenças com os irmãos, por se negar
a ceder os senhorios e bens que seu pai, D. Sancho
l, lhes havia deixado em testamento.
Seus restos mortais
encontram-se no mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra
Os Lusíadas - CANTO III
(...)
90 - Morte de Sancho I. Sucede-lhe Afonso II.
Alcácer-do-Sal
"Mas entre tantas palmas salteado
Da temerosa morte, fica herdeiro
Um filho seu, de todos estimado,
Que foi segundo Afonso, e Rei terceiro.
No tempo deste, aos Mouros foi tomado
Alcácer-do-Sal por derradeiro;
Porque dantes os Mouros o tomaram,
Mas agora destruídos o pagaram.
Terceiro rei de Portugal,
nasceu em Coimbra a 23 de Abril 1185 e morreu na
mesma cidade a 25 de Março 1223. Afonso II era
filho do rei Sancho I de Portugal e da sua mulher,
Dulce de Barcelona, infanta de Aragão. Afonso
sucedeu ao seu pai em 1211.
Os primeiros anos do seu reinado foram marcados
por violentos conflitos internos entre Afonso II e
as suas irmãs Mafalda, Teresa e Sancha (a quem seu
pai legara em testamento, sob o título de rainhas,
a posse de alguns castelos no centro do país -
Montemor-o-Velho, Seia e Alenquer -, com as
respectivas vilas, termos, alcaidarias e
rendimentos), numa tentativa de centralizar o
poder régio, o que foi resolvido apenas com o
confisco dos bens e exílio para Castela ou
recolhimento a mosteiros das infantas.
O reinado de Afonso II caracterizou um novo estilo
de governação, contrário à tendência belicista dos
seus antecessores. Afonso II não contestou as suas
fronteiras com Leão e Castela, nem procurou a
expansão para Sul (não obstante no seu reinado ter
sido tomada aos Mouros a cidade de Alcácer do Sal,
em 1217, mas por iniciativa de um grupo de nobres
liderados pelo bispo de Lisboa), preferindo sim
consolidar a estrutura económica e social do país.
O primeiro conjunto de leis portuguesas é de sua
autoria e visam principalmente temas como a
propriedade privada, direito civil e cunhagem de
moeda. Foram ainda enviadas embaixadas a diversos
países europeus, com o objectivo de estabelecer
tratados comerciais. Apesar de, como já dissemos,
não ter tido preocupações militares, enviou tropas
portuguesas que, ao lado de castelhanas,
aragonesas e francesas, combateram bravamente na
célebre batalha de Navas de Tolosa na defesa da
Península Ibérica contra os muçulmanos.
Outras reformas de Afonso II tocaram na relação da
coroa Portuguesa com o Papa. Com vista à obtenção
do reconhecimento da independência de Portugal,
Afonso Henriques, seu avô, foi obrigado a legislar
vários privilégios para a Igreja. Anos depois,
estas medidas começaram a ser um peso para
Portugal, que via a Igreja desenvolver-se como um
estado dentro do estado. Com a existência de
Portugal firmemente estabelecida, Afonso II
procurou minar o poder clerical dentro do país e
aplicar parte das receitas das igrejas em
propósitos de utilidade nacional. Esta atitude deu
origem a um conflito diplomático entre o Papado e
Portugal. Depois de ter sido excomungado pelo Papa
Honório III, Afonso II prometeu rectificar os seus
erros contra a Igreja, mas morreu em 1223
excomungado, sem fazer nenhum esforço sério para
mudar a sua política.
Só após a resolução do conflito com a Igreja, logo
nos primeiros meses de reinado do seu sucessor
Sancho II, pôde finalmente Afonso II descansar em
paz no Mosteiro de Alcobaça (foi o primeiro
monarca a fazer da abadia cisterciense o panteão
real).
Trabalho e pesquisa de
Carlos Leite Ribeiro – Marinha Grande - Portugal
pág. seguintes:
Pag. das dinastias:
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