BRASIL e suas embarcações tradicionais

 

embarcações tradicionais

31/10/2008

Agência FAPESP – O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) lançou, durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, o projeto Barcos do Brasil, que tem como objetivo promover a preservação e a valorização das embarcações tradicionais brasileiras.

O projeto visa a reunir entidades públicas e privadas e demais interessados no mar e no patrimônio naval brasileiro para localizar, cadastrar, proteger e valorizar os barcos tradicionais e seus contextos culturais, proporcionando meios de ampliar a qualidade de vida dos usuários e detentores desse patrimônio: marinheiros, pescadores, mestres construtores e seus auxiliares.

Entre as ações a serem realizadas estão o inventário e diagnóstico do patrimônio naval no Brasil, o monitoramento e a conservação das principais embarcações, a construção de barcos tradicionais em locais públicos, o desenvolvimento de programas para conservação e manutenção dos barcos tradicionais e a criação de unidades regionais vinculadas ao Museu Nacional do Mar/.

O lançamento do projeto contou com a presença de representantes de vários ministérios que formalizaram a criação do grupo interministerial, que será responsável pela sua implementação e pela elaboração do termo de cooperação a ser assinado entre os parceiros.

São parceiros da iniciativa os ministérios da Cultura, Ciência e Tecnologia, Educação, Turismo, Defesa, Cidades e Trabalho e Emprego. Também participam os institutos Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), além da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil.

Mais informações: www.iphan.gov.br
 

Iphan lança projeto Barcos do Brasil     21/10/2008

Durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (C&T), em Brasília, o Iphan apresenta o Projeto Barcos do Brasil.
Para divulgar o projeto e a importância do patrimônio naval brasileiro e sua diversidade, o Iphan organizou a exposição Barcos do Brasil que apresenta modelos de embarcações tradicionais confeccionadas por três dos mais experientes modelistas navais do país.  A exposição faz parte das atrações da Semana de C&T que acontece entre os dias 20 e 26 de outubro, na Esplanada dos Ministérios, próximo ao Museu Nacional Honestino Guimarães.


O Projeto

O Brasil é um dos países mais ricos em diversidade de barcos tradicionais, com representação de boa parte do patrimônio naval da humanidade. Traz tradições mediterrâneas, ibéricas, norte-européias, africanas, asiáticas e americanas. Um universalismo que vem da época das grandes navegações portuguesas, cresce com a nossa multiplicidade étnica e se diversifica ainda mais por conta da variedade de ambientes geográficos litorâneos, lacustres e fluviais do país.

O patrimônio naval brasileiro caracteriza-se por uma eloqüência plástica singular: formatos variados de cascos e mastreações, cores vivas e contrastantes, mastros longos ou curtos, emendados ou não, e grandes velames coloridos e vibrantes, com ou sem estais, retrancas ou caranguejeiras; fazem das embarcações tradicionais do Brasil alguns dos mais extraordinários exemplares navais do planeta. Muitos dos barcos são parte indissolúvel de paisagens tradicionais brasileiras e simbolizam cidades, estados e regiões geográficas inteiras – com a jangada no nordeste e o saveiro na Bahia.

O patrimônio naval, por outro lado, é um dos ramos mais ameaçados do patrimônio brasileiro: contam-se nos dedos os saveiros da Bahia, as baleeiras catarinenses deixaram de ser fabricadas, desapareceram as jangadas de pau do Ceará, as velas das raras canoas alagoanas já são fabricadas com plástico preto de construção civil e não existem mais do que três canoas de tolda do Rio São Francisco. As ubás (canoas) indígenas tem sido substituídas por barcos de alumínio e as licenças para a liberação de madeiras para a confecção, por exemplo, das afamadas canoas bordadas do litoral sulista tornam-se a cada dia mais difíceis.

Mais do que sua importância como patrimônio cultural, os barcos brasileiros são ainda parte das formas consagradas de geração de renda e trabalho no Brasil. Da pesca e do transporte marítimo, praticados por milhares de pescadores e marinheiros, depende a subsistência de grande número de famílias, cidades e até regiões do Brasil. A reprodução de técnicas tradicionais e qualificação das condições sociais, econômicas e ambientais da atividade pesqueira é uma forma de garantir sustentabilidade econômica de comunidades tradicionais bem como de salvaguardar esse rico patrimônio cultural brasileiro.

Portanto, tanto do ponto de vista cultural quanto do socioeconômico, conhecer e valorizar os barcos tradicionais é uma das atividades mais urgentes e importantes do universo da cultura e do patrimônio do Brasil. 
Pensando nisso, o Iphan idealizou o desenvolvimento do projeto Barcos do Brasil, que tem como objetivos principais a preservação e a valorização das embarcações tradicionais brasileiras.

O projeto visa reunir entidades públicas e privadas, interessados e amantes do mar e do patrimônio naval brasileiro para localizar, cadastrar, proteger e valorizar os barcos tradicionais, seus contextos culturais e proporcionar meios de ampliar a qualidade de vida dos usuários e detentores deste patrimônio: os marinheiros, os pescadores, os mestres construtores e seus auxiliares.

São ações propostas no projeto:
1. Inventário e diagnóstico do patrimônio naval no Brasil.
Esta ação tem como base a identificação dos barcos tradicionais existentes em todo o Brasil e o diagnóstico as realidades sócio-econômicas locais. O objetivo é ter um painel geral da situação dos principais contextos culturais onde o barco é ator principal, para poder agir no sentido da proteção e valorização das embarcações e das atividades relacionadas – pesca, artesanato, fabricação de novas embarcações etc.

2. Monitoramento e conservação das principais embarcações.
Identificados os principais contextos, o Iphan, juntamente com os parceiros, dará início ao monitoramento dos barcos com o intuito de ter, rotineiramente, ações de fomento que permitam a conservação das embarcações e as atividades tradicionais do pescador e sua família.

3. Construção de barcos tradicionais em locais públicos.
Como parte da divulgação da ocorrência e do valor do patrimônio naval e visando preservar as técnicas de carpintaria naval e correlatas (como as de pintura e calafetagem), propõe-se a confecção de embarcações tradicionais em todo o país, tomando como referência as embarcações mais importantes de cada contexto.

4. Desenvolvimento de programas para conservação e manutenção dos barcos tradicionais.
Voltado aos pescadores, construtores e usuários dos barcos, o programa visa disponibilizar recursos para a conservação e manutenção das embarcações tradicionais, como uma forma de impedir seu desaparecimento e fomentar seu uso cotidiano.

5. Criação de Unidades Regionais do Museu Nacional do Mar.
As unidades regionais do Museu Nacional do Mar deverão ser montadas nos contextos mais notáveis de ocorrência de barcos tradicionais. Atenderão a três públicos principais: aos pescadores artesanais (principais usuários dos barcos tradicionais), aos estudantes de cada localidade e ao público em geral – moradores e visitantes das cidades históricas.

São parceiros já contactados:
- Ministério da Cultura
- Ministério de Ciência e Tecnologia
- Ministério da Educação
- Ministério do Turismo
- Ministério da Defesa – Comando da Marinha
- Ministério das Cidades
- Ministério do Trabalho e Emprego
- Secretaria Especial de Portos
- Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca
- Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade
- Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis /Ibama
- Representação da UNESCO no Brasil

Mais informações
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
Site:
www.iphan.gov.br/
E-mail: gab.depam@iphan.gov.br/
Endereço: SBN Quadra 2, Edifício Central Brasília - 3º andar – Brasília/DF – 70040-904/
Telefone: 61 3414 6204/
Fax: 61 3414 6205/
 

Assessoria de Comunicação
Iphan/Monumenta
Fones: (61) 3326.6864 - 3326.8014 - 9972.0050
www.monumenta.gov.br  - ascom@monumenta.gov.br

Fonte: Ascom

 

o Conselho Nacional de Recursos Hídricos, de acordo com a Resolução nº 32, de 15 de outubro de 2003, divide o Brasil em 12 regiões hidrográficas:

 

 

Amazônica Acre, Amazonas, Roraima, Rondônia, Mato Grosso, Pará e Amapá.
Tocantins/Araguaia Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Pará e também o Distrito Federal. Os principais rios da bacia são o Tocantins e seu afluente Araguaia.
Atlântico Nordeste Ocidental  Maranhão e uma pequena região no leste do estado do Pará

rios Gurupi, Turiaçu, Pericumã, Mearim, Itapecuru, Munim e a o litoral do Maranhão,

Parnaíba abrangendo quase totalmente o estado do Piauí, parte do Maranhão e uma pequena área do Ceará, totalizando 344.112 km².

O Rio Parnaíba é o principal da região

Atlântico Nordeste Oriental Fortaleza, Natal, João Pessoa, Recife e Maceió.
São Francisco Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Bahia, Goiás, Minas Gerais e Distrito Federal.
Atlântico Leste Sergipe, leste da Bahia, nordeste de Minas Gerais e norte do Espírito Santo. Dentro de seus limites encontram-se a Região Metropolitana de Salvador e a capital sergipana de Aracaju, além de outros centros regionais importantes.

Sua vazão média conjunta é de 1.400 m³/s, englobando as bacias hidrográficas dos rios Paraguaçu, de Contas, Salinas, Pardo, Jequitinhonha, Mucuri dentre outros

Atlântico Sudeste Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e o litoral do Paraná.

As principais bacias hidrográficas desta região são as dos rios Doce e Paraíba do Sul. Outras bacias inseridas na região do Atlântico Sudeste são as dos rios São Mateus, Itapemirim, Itabapoana e Ribeira de Iguape.

Paraná Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e o Distrito Federal.

O Rio Paraná é o principal curso d'água da bacia, mas de grande importância também são seus afluentes e formadores como os rios Grande, Paranaíba, Tietê, Paranapanema, Iguaçu, dentre outros.

Paraguai Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul como também outros países vizinhos do Brasil, como a Argentina, o Paraguai e a Bolívia. O principal rio da bacia é o Paraguai, que nasce em território brasileiro na Chapada dos Parecis
Uruguai Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

rio Uruguai e por seus afluentes, desaguando no estuário do rio da Prata já fora do território brasileiro

Atlântico Sul São Paulo e do Paraná, estendendo-se até o Arroio Chuí, no Rio Grande do Sul.

rios de pequeno porte que correm diretamente para o Oceano Atlântico. As principais exceções são os rios Itajaí e Capivari, em Santa Catarina, que apresentam maior volume de água. Na região do Rio Grande do Sul ocorrem rios de grande porte como o Taquari-Antas, Jacuí, Vacacaí e Camaquã, ligados aos sistemas lagunares da Lagoa Mirim e Lagoa dos Patos.

 

 

AC

Acre

   
AL Alagoas canoas alagoanas  
AM Amazonas ubás (canoas) indígenas  
AP Amapá    
BA Bahia saveiros da Bahia  
CE Ceará jangadas de pau do Ceará  
DF
Distrito Federal
   
ES Espírito Santo    
GO Goiás    
MA Maranhão    
MG
Minas Gerais
   
MS
Mato Grosso do Sul
   
MT Mato Grosso    
PA Pará    
PB Paraíba    
PE Pernambuco    
PI Piauí    
PR Paraná    
RJ
Rio de Janeiro
Canoas caiçaras

Baleeiras

Escunas

Parati
RN
Rio Grande do Norte
   
RO Rondônia    
RR Roraima    
RS
Rio Grande do Sul
   
SC
Santa Catarina
baleeiras catarinenses  
SE Sergipe    
SP
São Paulo
   
TO Tocantins    
         
         

De todo o louvor: